A BREVIDADE DA VIDA – DEZEMBRO 2011

Havia acordado meio indisposta naquele dia, tinha uma reunião marcada há meses e não podia deixar de comparecer. Ouvi a buzina do taxi e abri o portão, mas foi com tanta dificuldade que o motorista comentou: Hoje a senhora está com o rosto cansado e abatido. Dei um sorriso forçado e fomos pela fina chuva que caia. Olhando pelo vidro, o que mais me acalentava era a chuva fina. Recostei no vidro, fechei os olhos e senti os pingos caírem, sendo este um bom motivo para dormir. O corpo queria ficar ali parado e não importava quanto tempo durasse.
Fui interrompida pela chegada ao local. Ao pagar a corrida, dei uma nota três vezes o valor cobrado e desci. O taxista me chamou e disse: Olha o troco. Voltei e ele continuou: Volto pra buscar a senhora? Eu balancei a cabeça positivamente e entrei.
Um suposto frio invadiu meu corpo com uma velocidade avassaladora. Sentei ao sol junto de uma amiga. Ela animada me contava suas histórias e eu em nenhuma prestava atenção, porque queria apenas me aquecer do frio que chegava doer as juntas.
Começada a reunião, o local onde eu esperava para estar, tornou-se um martírio, e meu corpo começou a não responder aos meus comandos. O frio era insuportável e foi traduzido em febre. A mente sumiu junto ao chão, a briga pela razão tomou lugar.
Não suportando mais o corpo, cedi ao sofrimento. O taxista encostou novamente, porque foi chamado pelos amigos. Levou-me de volta para casa, mas não desci dele imediatamente. Ao chegar ao portão, com a ajuda do filho e do taxista, me joguei na cama, de onde não queria sair mais.
As palavras fugiram da boca quando o telefone tocou. As pernas não saíram da cama por nada. O hospital não foi sugerido, mas foi uma imposição do marido que foi chamado às pressas.
O atendimento foi rápido e preciso. – Infecção bacteriana. Mas como, bactéria? Nem conseguimos vê-la!!! Como pôde tentar destruir meu corpo com tanta violência e velocidade?
O médico se arrumou na cadeira, respirou fundo e falou: “tomara não tenha alergia ao medicamento, porque o que a senhora tem, mata”.
Mata? Como mata? Bactéria é conversa do doutor bactéria na televisão, não é real.
Mas a bactéria estava ali no meu corpo e era conhecida pela reação. Não entrou mais nada na garganta, doeu e me deixou tonta.
O remédio ao entrar em minhas veias doeu mais que pancada. Queimou como se fosse fogo na pele. As vistas escureceram e eu pedi ajuda. A cama foi o único lugar confortável para tantas dores no corpo e tantos delírios da febre que insistiam em não me deixar.
O remédio fez o efeito no tempo previsto e novamente comecei a ter o controle do corpo. Com a mente sã, voltei e coloquei-me a pensar sobre como a vida é BREVE.
Ela não te manda um e-mail avisando a partida, não posta recado em redes sociais e muito menos usa celular para avisar. Assim como ela é dada sem perguntas, também é tomada.
O sopro da vida não nos pertence, mas nos pertence o que faremos com ela enquanto conseguimos dominá-la. A vida é frágil e o corpo segue seu comando a ponto de uma bactéria dominá-lo e te fazer perder as forças.
Assim também é o PECADO. Ele a toma devagar e domina nossas forças. Ai, somente o médico dos médicos para nos injetar o antídoto certo, o sangue de Cristo. A dor de Jesus é a nossa CURA.
Mais uma vez, tudo isso serviu para que eu pudesse entender que para viver não basta estar vivo, mas é preciso entender o propósito da vida.
Com Cristo ou sem Ele vamos partir. Então, temos que fazer escolhas certas enquanto estamos com a mente sã. Meu corpo é finito e por isto a alma precisa ser salva.
Não deixe a bactéria do pecado dominar seu corpo a ponto de perder as forças e te jogar no inferno. Corra para JESUS!!! Ele injetará em suas veias o remédio certo e voltará ao domínio para poder viver até o dia de prestarmos conta de TUDO.

Silvia Letícia Carrijo de Azevedo Sá
artedefalar@artedefalar.com.br