JUVENTUDE: O DESAFIO DE ESTAR SÓBRIO EM MEIO A TANTAS OFERTA 18/09/2009

A sexta está batendo às portas e o burburinho no meio da juventude já começa. O assunto é sempre o mesmo, beber todas no sábado e cair bêbado no domingo.

Este é o assunto preferido pelos jovens. Eles contam suas pegadas, seus “micos” e o quanto a ressaca amargou na segunda feira. Outros não lembram nem o que foi feito.

As risadas são longas, como se o que fizeram uns aos outros fosse um troféu, mesmo que tenham sido colocados em situações perigosas. A exemplo destas situações é o dirigir alcoolizado ou sexo com desconhecidos para provar que são fenomenais. Situações estas que acontecem não só no meio dos meninos, mas as meninas também já estão se aventurando nesta bebedeira e loucura inconsequente.

As comemorações são inexplicáveis e a cada semana encontram motivos ou motivos para estender a bebedeira do sábado. O que começou como a chamada “bebida social” passou ser hábito e logo tornará vício.

Não há festa entre os jovens sem que junto venham as bebidas. Não apenas a cerveja, mas bebidas fortes como o uísque, conhaque entre outras. Para provar sua força jovem, eles começam a misturá-las e alguns chegam à faculdade na segunda feira tão vermelhos e bêbados, que não conseguem expressar nada e ainda dormem pelos cantos dos corredores ou nos bancos quentes dos carros.

Alunos inteligentes e com um futuro brilhante pela frente começam a perder o rendimento em virtude da bebida. Logo se enveredam pelas drogas, pois a aventura começa a ficar fraca.

O descontrole chega e a maioria dos alunos jovens estão sem os pais por perto para controlar. Em outros casos, os pais não os controlam, pois já perderam as forças sobre os mesmos. A conhecida “saideira” não existe mais, o vício já tomou conta e não há saída para a situação.

O mais triste é vermos alunos logo pela manhã cheirando a álcool. A pergunta vem: Já bebeu? A resposta é imediata: Sim, pois é o combustível oral, ou seja, beber para ter força. Mas as forças não vêm junto. As aulas parecem longas e sair da sala em horário de aula é mais frequente.

Para nós que estamos vendo de fora da situação, o descontrole aparece, mas eles dizem sempre a mesma coisa, a famosa frase:

- Quando eu quiser paro.

É uma pena, pois não sabem o que fazem e muito menos percebem o perigo que correm. As matérias começam se repetir, uma, duas até que não conseguem mais. Alguns, abandonam o curso, outros empurram como podem até a desistência.

É sabido que nesta fase escolar, a bebida é de fácil acesso. Mesmo que alguns nunca tenham bebido, no meio da garotada chega o dia que acabam aprendendo e tornam-se como os outros. Segundo eles, a bebida serve para abafar dor de amor, preocupação, tensão pré-prova ou para sentir-se melhor na turma. Não importam os motivos, os jovens estão se entregando dia após dia à bebida.

Muitas das vezes, o jovem cristão se sente excluído destas turmas, por não concordarem com estes comportamentos. Mas isto não deve ser motivo de preocupação. As festas não foram instituídas para perdermos o sentido, mas é um meio de alegria em grupo. A celebração deve feita pelo fato de estarmos juntos.

Hebreus têm uma exemplificação bem interessante sobre isso e diz: ”Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito” (Hebreus 5:18)

Encher-se do Espírito Santo é para jovens corajosos, aqueles não têm medo de conquistas e desafios. É muito mais corajoso o jovem que se deixa levar pelo Espírito de Deus que aquele que se deixa levar pela bebida. A bebida faz perder o rumo, mas o Espírito Santo nos conduz ao caminho da verdade.

É uma pena que nossos jovens prefiram estar na estatística errada ao invés de serem corajosos enveredando-se pelo caminho justo e de conquistas sérias e duradouras.

Não podemos mais perder tantos jovens para acidentes trágicos, onde envoltos na bebidas se entregam a falta de responsabilidade, não somente com outros mas com suas próprias vidas e futuro. É triste ir a um velório e ali, em conversa com os pais, saber do mesmo histórico, ou seja, o filho estava bêbado, bateu o carro e morreu. Que estava fazendo faculdade, quase se formando ou recém formado.  É triste visitar um acidentado que não andará mais e ficará inerte em uma cama. O discurso é o mesmo sempre:

- Preferia ter morrido a estar aqui. Como eu queria voltar atrás!!!

Mas ainda há tempo para recomeçar, reavaliar a conduta como pessoa que tem sim a quem prestar contas.

Não adianta querer ser alguém que não é ou tentar ficar parecido com aquilo que jamais será, até porque a bebida não fará que alguém fique mais ou menos inteligente, mais ou menos atraente. Mas ela pode e sempre poderá alterar o tempo útil de sua vida. Fará você perder a capacidade de avaliação dos fatos e o mais importante, fará perder sua família.

Os jovens cristãos são muito rechaçados por não beberem e por terem uma vida sóbria. Mas são eles que estão corretos, pois curtem momentos e festas sem perder o mais importante, a comunhão e a realidade.

Não queira ser a geração dos enlouquecidos pelo álcool, mas queira ser a geração de Cristo na terra, a geração cara limpa, peito aberto e conquistadora de vidas. Não nos interessa fazer parte de estatística de sofrimento, nos basta crescer em fé e deixar o azar para os que não amam e não desejam viver de forma saudável.

Até a próxima…

Silvia Letícia Carrijo de Azevedo Sá

artedefalar@artedefalar.com.br