CASAMENTO DE OSÉIAS: UM SÍMBOLO DE INFIDELIDADE
Casamento de Oséias: um símbolo de infidelidade – 28/09/2009
A vida e livro de Oséias é um reflexo do seu ministério profético. Ela abrange um período crítico onde estava em declínio a religião do reino do Norte (750 a.C.). Sua pregação era centrada na quebra da aliança do povo de Israel com Deus. O povo estava misturando a adoração pura e Santa de Deus com a idolatria da vizinhança que não conhecia quem realmente era o Senhor Deus de Israel. Ele falava do amor de Deus àquele povo, falava no tempo de calma e abastança como no período do Rei Jeroboão II, e no tempo de guerra.
A religião deste povo tornou-se poluída pela inserção de cultos da fertilidade (adoração a Baal). Este deus se julgava o senhor DA CHUVA E DA FERTILIDADE. Trouxeram a prostituição ritual e muitas orgias causadas pela embriaguez. Misturaram tanto que chegou a ser chamada de culto baalizado. O povo negligenciava a fé genuína a Deus e se tornaram tolerantes ao sincretismo religioso.
“Meu povo foi destruído por falta de conhecimento. Uma vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito como meus sacerdotes; uma vez que vocês ignoraram a lei do seu Deus, eu também ignorarei seus filhos. Quanto mais aumentaram os sacerdotes, mais eles pecaram contra mim; trocaram a Glória deles por algo vergonhoso. Eles se alimentam dos pecados do meu povo e têm prazer em sua iniquidade. Portanto, castigarei tanto o povo quanto os sacerdotes por causa dos seus caminhos, e lhes retribuirei seus atos. [...] Eles pedem conselhos a um ídolo de madeira, e de um pedaço de pau recebem resposta. Um espírito de prostituição os leva a desviar-se; eles são infiéis ao seu Deus.” (Oséias 4:6-9 e 12)
Interpretar a vida de Oséias não é fácil. Ele é um símbolo dos acontecimentos de seu povo e época. Sua mensagem profética e sua história caminham lado a lado. Só para que possam ter compreensão, ele casou-se com uma prostituta, Deus deu esta ordem a ele e disse que era para ir se casar com uma prostituta, para que o povo pudesse ver e entender o que eles estavam fazendo com Deus. A ordem de Deus era ainda mais pesada porque ele disse para Oséias ter filhos com ela.
Oséias, um profeta do Senhor, se submeteu a essa situação para que os olhos daquele povo pudessem ser abertos para as atrocidades que estavam sendo feito do culto ao Deus Verdadeiro e Santo.
Quando os filhos deles começaram a nascer, cada nome tinha um fato diante de Deus e do povo.
O primeiro: Jezreel, nome de um vale lindo entre as montanhas de Samaria e Galiléia. Deus quebraria o arco de Israel naquele vale.
A segunda: Desfavorecida, Deus iria desfavorecer Israel, não mais os perdoaria. Sua filha recebeu um veredicto de não favorecida. O nome dessa criança significava que Deus não teria mais compaixão do povo.
O terceiro: Não-Meu-Povo, Deus não aceitava mais aquele povo como Seu. Deus declara que a aliança com o povo estava quebrada. Deus não seria mais o seu Deus e eles não seriam mais o seu povo.
Com este casamento, Deus desejava que o povo conseguisse entender Suas palavras. A infidelidade daquele povo era tamanha que cegava qualquer entendimento. Não foi fácil casar-se com uma prostituta e, cada nome dos filhos vinha com o peso de fatos que aconteciam com Israel por ter abandonado a adoração de fé.
Deus desejava o arrependimento genuíno daquele povo para que não fosse necessário expor publicamente as suas vergonhas, (nudez) nas praças. Neste tempo, a prostituta era exposta nua em público, uma forma de pena às suas práticas e o detalhe era que Deus estava para fazer isso com uma nação.
A confiança deste povo não estava mais no Deus Altíssimo, mas sim em deuses estranhos que não havia feito nenhuma aliança e muito menos cumprido cada promessa como Deus de Israel havia feito. Eles queriam apenas satisfação sem compromisso.
Oséias viveu muito longe de nossa época e podemos até dizer que foi diferente em costumes, tecnologia, mas em pecado não o foi. Estamos vivendo uma época pecaminosa como a dele. Cada dia surge em nossa cidade uma nova religião e mais pessoas sendo escravizadas por doutrinas não bíblicas. São religiões que professam deuses estranhos e pagãos.
Desde muito cedo o mundo está praticando o sincretismo religioso como forma de liberdade de culto. Os cristãos têm resistido a tudo isso, pois sabem a quem prestam culto, não são escravos de doutrinas e deuses que estão mortos em seus delitos.
Em I Corintios, Paulo adverte sobre o mesmo pecado e exorta para não nos contaminarmos com a idolatria e diz: ”Meus amados irmãos, fujam da idolatria. Estou falando a pessoas sensatas; julguem vocês mesmos o que estou dizendo. Não é verdade que o cálice da bênção que abençoamos é uma participação no sangue de Cristo, e que o pão que partimos é uma participação no corpo de Cristo? Como há somente um pão, nós, que somos muitos, somos um só corpo, pois todos participamos de um único pão. [...] Portanto, que estou querendo dizer? Será que o sacrifício oferecido a um ídolo é alguma coisa? Ou o ídolo é alguma coisa? Não! Quero dizer que o que os pagãos sacrificam é oferecido aos demônios e não a Deus, e não quero que vocês tenham comunhão com os demônios.”
A idolatria na qual estamos emaranhados deve ser repensada. Não aquentamos mais o preço do nosso pecado e não será em religiões que encontraremos salvação, mas em Cristo Jesus. Jesus quer que nos arrependamos e voltemos aos Seus braços de amor e alegria verdadeira.
O castigo está próximo. Então é hora de nos arrependermos e deixarmos as ordens satânicas para voltarmos a Cristo, nosso Redentor e Senhor. A primeira a receber a paga será a casa do Senhor que tem transgredido sua lei: “Coloquem a trombeta em seus lábios! Ele vem ameaçador como uma águia sobre o templo do Senhor, porquanto quebraram a minha aliança e se rebelaram contra a minha Lei. Israel clama a mim: ‘Ó nosso Deus, nós te reconhecemos! Mas Israel rejeitou o que é bom; um inimigo o perseguirá. Eles instituíram reis sem o meu consentimento; escolheram líderes sem a minha aprovação. Com prata e ouro fizeram ídolos para si, para a sua própria destruição. ”(Oséias 8:1-4 )
Lancemos fora nossa idolatria enquanto é tempo de arrependimento. O sangue de cada morto clama por justiça e Deus no alto e sublime trono tem nos cobrado cada ato de desobediência a sua lei. Acordem povos viventes assim com Deus quis que o seu povo no tempo de Oséias. Hoje Jesus está clamando nosso arrependimento, já não há mais tempo a perder.
(14:9)
Até a próxima…
Silvia Letícia Carrijo de Azevedo Sá


