– 25 Agosto de 2011

Hoje amanheci num novo mundo. Um frio que não estamos tão acostumados e o barulho matutino que me fez lembrar que eu estava na capital paulista. O trânsito anunciava que não era minha cidade nem minha vida.

O aeroporto, na noite anterior, parecia um shopping. Era gente por todo lado e um verdadeiro festival das nações; de orientais a africanos. Dentro do mesmo avião se ouvia do português ao indiano, um vôo noturno recheado de cultura e gente legal. O barulho parecia uma festa. Havia conversa alta e garotos animados com seus jogos eletrônicos. Bom, eu não perdi tempo e encontrei uma dupla animada de conversa. Conversamos de tudo, do trabalho à turbulência que mais parecia uma estrada mineira de terra.

EU GOSTO DESSA agitação daqui, parece que a vida está em movimento constante. Em Minas, meu Estado, eu digo que corro, mas descobri que não. Descobri nesta cidade que minha vida corre em ritmo tartaruga e aqui sim se corre.

Confesso não ter dado conta de acompanhar minha amiga em uma caminhada à procura de um produto. Se fosse BH eu diria que a procura seria por uma farmácia aberta. Aqui eu entrei três abertas em apenas uma rua. Haviam farmácias, lanchonetes e sorveteria abertas. Isso realmente é um fascínio aos mineiros, mas se é bom ao trabalhador é outra história. Mas pensar num terceiro turno pode ser interessante por causa de emprego.

Esta cidade confirma que um NOVO MUNDO existe e vale a pena conhecê-lo. Eu gosto muito dessa cidade, porque ela me trás ânimo e deixa sempre saudade. Morar aqui já é outra história. Como boa mineira, prefiro morar na minha pacata Vespasiano. Aqui é meu recanto dos sonhos e de vida após o árduo ano de trabalho.

Todos riem quando digo que venho passar férias aqui, mas venho sim e vale a pena sempre.

Silvia Letícia Carrijo de Azevedo Sá.

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