VAIDADE TUDO É VAIDADE- 14/08/2010

Vaidade tudo é vaidade disse o escritor do livro de Eclesiastes. Ele fez esta afirmação para pudéssemos refletir e também louçou pergunta a respeito. A afirmação e questionamento do escritor nos segue durante toda nossa vida, e quando o entendimento  surge, normalmente estamos velhos e cansados. Então resolvi em meu coração refletir sobre isto hoje, enquanto os quarenta não chegam.

A fadiga do trabalho tem dois lados para ser observada.

Primeiro. O que você produz te trás alegria ou apenas o cansaço? E o cansaço é a resposta de um trabalho chato ou esforço físico para fazer o melhor? A fadiga pode nos pegar por um tempo e pode ser no lugar onde estamos nos adaptando, uma nova função, um novo trabalho ou mesmo numa nova etapa da vida. Mas ela não pode continuar em nós. Se assim acontecer é sinal de que algo está precisando ser melhorado.

Segundo. Qual proveito tem o homem do seu trabalho? Tem muito se souber aproveitar cada minuto de trabalho e de descanso. O trabalho não pode ser levado na brincadeira, mas também não pode levar a “ferro e a fogo”. Ou seja, tem que encontrar um lugar de equilíbrio para que a fadiga não seja companheira permanente.

Ela não nos deixa enxergar companhias legais no trabalho. Não nos deixa perceber a alegria que é levantar pela manhã e ter um local para ganhar a vida. Isso deve ser pesado quando a fadiga começa nos dominar.

O proveito do trabalho deve ser o HOJE e o amanhã. O hoje é o que conquisto todos os meses, quando coloco alimento na mesa, quando alimentamos nossos sonhos em realidades conquistadas e quando podemos planejar nossa aposentadoria com tranquilidade. O amanhã vem junto com as conquistas diárias. Gostamos muito de nos reunir para reclamar do trabalho, para reclamar da segunda ao levantar muito cedo. Reclamar de reuniões pela manhã e de ter que trabalhar muito enquanto o sol está ardendo lá fora. Esta é uma das maneiras de se encontrar a FADIGA.

Que proveito você tem feito de seu trabalho? Durante muito tempo me fiz esta pergunta e descobri que podemos trabalhar muito sem deixar de curtir a vida ao máximo, sem deixar de vivê-la intensamente, sem deixar de sorrir e achar o trabalho legal.

Sempre deixo a dificuldade no trabalho, quando saio do portão e volto pra casa. Volto livre dela e procuro fazer algo que me faça lembrar que cheguei em casa. Esta atitude faz com que não me fadigue ainda mais com a casa e o trabalho fora dela.

Precisamos aprender a aproveitar a vida sem que ao anoitecer da idade, descubramos que só ficávamos fadigados e não nos divertíamos. Para ter como viajar e aproveitar o melhor de cada lugar precisa-se do trabalho e precisa-se de “grana”. Para ficar em casa, sem fazer nada, com calma e sem preocupação com o que colocar a mesa, precisa-se trabalhar pra ter um dia de folga.

A resposta para Eclesiastes está em como ele levou sua vida, em como descobriu que tudo que ele fazia não satisfazia sua alma , mas apenas o deixava vaidoso pelo que tinha e pelas mulheres que acumulava, pensando ele que assim poderia livrar-se da fadiga, de ter muito e pouco para viver em paz.

Torna- se vaidade, tudo aquilo que descobrimos não termos vivido. Não vivemos o melhor que o trabalho pode nos oferecer, ou seja, a condição de vida melhor ou o prazer de realização de um sonho.

Qual proveito do trabalho? Você verá em sua caminhada, em sua jornada diária e também quando conseguir abrir seus olhos para tudo que você já conquistou. Quando você observar a vida do preguiçoso, que só fica vendo e desejando o que você tem, mas não “corre atrás”, pois enquanto você trabalha, ele dormi e na hora do almoço não tem o que comer e não consegue sair do lugar para ter, para conseguir.

O cansaço virá sempre, pois a vida está cada dia mais corrida. Só não podemos aceitar isso como regra para o trabalho. Durante um tempo pode sim nos atormentar, mas ela (fadiga) não pode nos dominar para nos cegar para a alegria do conquistar.

Vaidade, tudo é vaidade. Resta-nos aproveitar a vida de uma forma que possamos olhar para trás e dizer: “aproveitei bem enquanto pude lutar, agora é hora de só descansar e parar por todo tempo que corri”.

Não pense que morreu para vida. Mude o foco da conquista e o mais importante, tenha paz no trabalho e na vida, para que quando a idade chegar, possamos nos alegrar com ela também. Em Cristo conseguimos encontrar esse ponto de equilíbrio, pois Ele, através do Espírito Santo, nos indica a hora de “parar” e hora de “prosseguir”. Com Ele descobrimos o prazer de viver na bonança e na ausência. Sabemos que todo trabalho debaixo do sol terá sua recompensa.

Silvia Letícia Carrijo de Azevedo Sá

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