AVALIANDO MINHAS ATITUDES PARA ME TORNAR UMA BOA CONSUMIDORA – 02/09/2009

 

Nós mulheres somos sempre acusadas de consumirmos demais, de comprarmos o que não precisamos. Alguém abre o nosso guarda-roupas e faz a seguinte pergunta? Para que tantos sapatos se você só tem dois pés? Agora, se o homem usar uma calça dois dias ninguém comenta nada, podem até chamá-lo de econômico. Mas vai uma de nós mulheres usar a mesma calça duas vezes!!! Somos desleixadas, e até porcas. Então amigas, o negócio é aprender a gastar de forma a não desperdiçarmos dinheiro nem acumularmos roupas e sapatos no armário.

Confesso não me adaptar as tais: dez dicas e doze passos. Sério, dá uma preguiça de ler! Parece receita de casamento para durar a vida toda sem levar em conta as dificuldades. Então, nada de idéias mirabolantes, mas de dicas práticas e porque não dizer divertidas, para colocarmos em ação. Estamos em tempos modernos (reciclagem) onde não podemos nos dar ao luxo de comprar as coisas e entulharmos em casa.

Eu conversava sobre isso com uma mulher e ela indignada me respondeu não entender nada sobre finanças, disse: “só sei gastar”. E ela continuou a me dizer não saber o que se compra em casa. Continuei a conversa e perguntei quem fazia a compra mensal. E a resposta dela? A empregada, ora! Lista de compra? Não precisa, porque a empregada é quem mantêm a casa em ordem e quando precisa de algo é esta empregada é quem vai às compras. Com dinheiro, acrescentou.

No desenrolar da conversa pensamos juntas sobre o prejuízo que ela deveria estar tomando com aquela atitude, além de estar abrindo brechas para passos em falso da empregada.

Mulheres, esposas e profissionais, não briguem comigo! Mas precisamos entender que quando assumimos o papel de esposa ou decidimos morar só, nos tornamos a donas da casa. Em quaisquer das posições, o nosso papel é de organizá-la de forma a não dar prejuízo, pois não vemos que este prejuízo é nosso também.

Dentro da organização (lar) precisamos pensar no cardápio para não comprarmos verduras e elas se perderem. A lista também nos orienta a não comprarmos com compulsão as chamadas “besteiras”, que é aquele monte de doces. Isto é importante para quem vai se casar ou morar só.

Outra avaliação que não fazemos ao comprar é o impacto no meio ambiente. Não pensamos nisto quando optamos por produtos baratos, que quebram fácil e que não são retornáveis a natureza. É importante pensar e considerá-los também. Até para o descarte isso deve ser levado em conta na compra. Ainda não aprendemos ou temos preguiça de aprender sobre o lixo. O lixo não deve ser misturado. Reciclagem é outra palavra que se junta à economia doméstica e organização do lar.

Precisamos pensar bem antes de gastar. Não é porque ganhamos o nosso dinheiro que teremos que fazer mau uso dele. Ele é um meio de ensino para nós mulheres, que pouco refletimos ao comprar. Nos tornamos consumistas, inconscientes e inconsequentes em certos momentos. Só que esta verdade tem mudado a cada dia, pois basta verificarmos quantas mulheres estão assumindo o papel financeiro nos lares.

Em meio há alguns cursos de noivos e casais, o que mais ouvimos é a respeito do desperdiço de roupas em máquinas, ou seja, a falta de cuidado na hora de lavá-las, má conservação. É um consumo sem avaliar o prejuízo. Não podemos ter este tipo de comportamento.

Precisamos nos avaliar constantemente. Ver onde é necessário mudar. Mudar nossa postura de consumidoras inconsequentes e aprender sempre mais. Aprender a poupar para termos tranquilidade quando precisarmos parar de trabalhar. É sempre bom pensar que a segurança não está no nosso trabalho hoje, mas no que estamos construindo para o amanhã. Até porque somos quem passa valores para nossos filhos. Somos seus espelhos e um espelho quebrado, a imagem não é perfeita. Agora, um espelho limpo e inteiro servirá bem a quem utilizá-lo. Precisamos pensar que formação estamos deixando para a próxima geração. Serão novos consumidores ou consumidores desperdiçadores de dinheiro e recursos?

Até a próxima…

Silvia Letícia Carrijo de Azevedo Sá

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