A Cura do paralítico- João 5:1-18

 

Havia uma festa entre os judeus. No meio deles estava um homem, chamado Jesus, que passou por mim. Sua fama era grande. Eu um paralítico, estava assim havia 38 anos e já não me lembrava mais o que era não ser paralítico. Eu não tinha mais noção de uma vida cotidiana comum. Não trabalhava mais, não tinha família ao meu lado me esperando retornar. Quando precisava de algo eram os estranhos que com boa vontade me ajudavam.

Quando vinha a fome eu pedia. Então além de paralítico me tornara pedinte. Estava à beira de um tanque chamada Betesda (casa de misericórdia). Estes tanques têm cinco pavilhões, ali de vez em quando um anjo desce do céu e agita as águas. Ao serem movidas, quem ali entrasse primeiro era curado. Era uma correria louca, gente atropelando gente. Quem estava em melhores condições físicas entrava primeiro e recebia a graça, mas quem estava, como eu, no chão, não tinha ajuda. Ali haviam deficientes de todos os tipos. Quando curados nunca mais os víamos.

Jesus ao passar por ali olhou para mim. Ninguém olhava para mim. Quando olhavam, era com repúdio, escárnio e às vezes com desprezo. Mas o olhar Dele foi diferente. Senti um frio na espinha! Tinha algo diferente naquele olhar, algo de carinho e não de desprezo. Era esperança e não medo. A pergunta Dele parecia óbvia, mas não era. Você pode até pensar o mesmo, mas não era. Sua pergunta implicava em mudança de vida, de comportamento e de atitude. Devido as minhas condições, não trabalhava e também não tinha responsabilidades. Era uma vida de certa forma fácil. Não fácil nas condições existentes, mas fácil por não ter responsabilidades a cumprir. Não pagava impostos, não tinha família para sustentar e não tinha compromissos.

Queres ser curado? Essa foi à pergunta lançada por Jesus à mim. Você dirá claro que a resposta foi sim. Mas imagine, eu teria uma mudança radical, então dei a desculpa mais comum nestas condições. Lancei para Ele a responsabilidade do fato. NÃO HÁ QUEM ME COLOQUE LÁ.

Jesus sabia do meu estado físico e emocional por isso a pergunta – imaginava eu. Devido a estes pensamentos lancei resposta de que não havia quem ali me colocasse. Você como eu pode dizer: a oração de Jesus deve ter sido extraordinária. Que nada! Ele apenas me deu uma ordem (v.8), levanta-te! Levantar eu? Estou assim há 38 anos, nem sei mais o que é levantar. E Ele não deu idéia ao que eu falava e continuou, LEVANTA-TE E ANDA. A primeira responsabilidade chegou. Toma teu leito, levantar e ir para onde? Ali havia se tornado minha casa, aqueles doentes minha família, a agitação das águas minha esperança.

Eu fui curado. Abandonei aquela vida podre e miserável. Pude mudar de vida construir outra história. E você depois de tanto tempo, o que está esperando? Está esperando nas águas serem agitadas? Alguém te levar até lá? Minha esperança acabou, pois me encontrei com o Dono da esperança – JESUS. Quem sabe você está ai no meio de pecados esperando um anjo agitar suas águas da vida. Não importa quem vá agitar as águas da sua vida, hoje Jesus passa por você. Responda a pergunta que Ele fará á você, não o deixe apenas passar por você.  Jesus quer nos sarar, mas quer saber se estamos prontos para sua cura.

Cristo se perguntares se quero ser curado, talvez eu pense no que deverá acontecer comigo depois, mas não me deixe ficar neste pensamento, mude a minha forma de pensar e renove minha mente em Ti. Por mais que seja aparentemente mais fácil viver a beira do poço esperando por ajuda, eu não quero mais viver a margem, quero estar ao Teu lado. Na minha fraqueza, ajude-me Senhor, porque eu tenho querido mais o pecado que a Ti, porque eu tenho desejado mais o que não me trás responsabilidade do que a Ti. Preciso de Tua PALAVRA para trazer vida a minha existência.

Em Cristo, por Cristo e para Cristo são todas as coisas.

Silvia Letícia Carrijo de Azevedo Sá

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