MEU MAIOR PRESENTE – MEU GRANDE AMOR – AGOSTO 2010
MEU MAIOR PRESENTE – MEU GRANDE AMOR – AGOSTO 2010
“Por este menino orava eu, e o Senhor atendeu a petição que eu lhe fiz. Por isso eu também o entreguei ao Senhor; por todos os dias que viver, ao Senhor está entregue. E adoraram ali ao Senhor.”(I Samuel 1: 27-28)
Ter filhos é o desejo praticamente de toda mulher, seja moderna, antiga ou atual. É um dos maiores prazeres que eu já conheci, mas é também uma das fases mais difíceis de nossas vidas.
Quando engravidamos não ganhamos um manual para entender o bebê, porém se ele existisse não teria como expressar em suas linhas o que é ser mãe, pois é a sensação mais inexplicável e a relação mais louca que já vivi. Choramos ao vê-los chorar, sorrimos por nada e cada gesto do bebê nos faz sentir as mulheres mais felizes do mundo.
Para algumas mulheres ter um filho não é somente prazeroso é também doloroso, uma consequência da expectativa frustrada em cada tentativa de engravidar. Foi assim comigo e com Ana, mãe de Samuel, (personagem Bíblico). Ana desejava muito engravidar e não podia. Seu marido, Elcana, chegou a dizer a ela que ele era melhor que 10 filhos, mas ela não aceitou isso e continuou pedindo a Deus um filho. Ana tem uma frase que diz assim: “Dá-me filhos se não morro”. Já ouvi muitas criticas sobre ela, mas só conhece no íntimo essa frase quem sabe o que é desejar um filho e não poder.
A expressão usada por Ana não se refere apenas à morte física, mas morte emocional, dos sonhos e de uma série de experiências que temos ao concebermos um filho. Não importava quanto tempo demoraria, ela insistiu para receber sua benção e não deixou de desejar e de pedir a Deus um filho.
Um dia experimentei a oração de Ana, já que não aguentava mais as pessoas me perguntarem o porquê de estar tanto tempo casada e não ter filhos. Maldosamente diziam que eu era egoísta e não servia nem para educar alguém, não sabendo elas que só me atrapalhavam ainda mais.
Eu evitava ver crianças serem apresentadas na igreja, evitava ir visitar mães que acabavam de ter bebês, sentia-me um peixe fora d’água, invadida por quem não me conhecia e triste, mas não perdi as esperanças de Deus me ouvir.
Um dia eu estava passando mal no trabalho e me alertaram que poderia ser gravidez, mas nem atinei, fiz o exame para desencargo de consciência. Para minha alegria não é que deu positivo! Não tenho como explicar àquela sensação, foi uma mistura de alegria com preocupação; delícia sem sabor.
Foram nove meses não somente de alegrias, mas de preocupação e oração constante. Cada mês vencido era uma vitória para o feto que insistia em nascer fora de hora. Tivemos paciência e ajuda de vovós, papai e titios (as), todos estavam em uma só missão; ajudar o Samuel a nascer no tempo certo. Deu certo.
Hoje fazem quatro anos que ele chegou em nossas vidas. Mudou tudo, nossa rotina, nossos horários, nosso namoro…. Cada mudança tem sido divertida, nos faz crescer e ver que valeu a pena cada batalha travada e vencida.
Quando olho em seus olhos costumo dizer a ele, que ele foi o presente mais caro, mais desejado e mais amado de nossas vidas. Meus olhos sempre enchem d’água quando o vejo brincar como o papai e me chamar de esposa, namorada e mamãe.
Sinto-me privilegiada em poder educá-lo, ensinar-lhe a caminhar na vida, chorar com ele nos tombos, sorrir nas conquistas. São poucos anos de vivência, mas é uma eternidade de alegria e sorrisos. As noites mal dormidas já passaram, as fraldas já acabaram, mas o cheirinho de bebê ainda não saiu da minha memória. A beleza de vê-lo sorrir é minha maior conquista. Quando cansamos de tanto correr e de ouvir a bateria com um som ainda indecifrável, colocamos para dormir, mas não pode demorar muito, nosso coração não cessa de chamá-lo, de desejar sua presença. As palavras já saem fáceis de seus lábios, as respostas já são precisas e sabe bem que roupa quer. Não precisa mais de mim para ir ao banheiro, tira suas próprias roupas, mas torço para que me agarre no pescoço apenas para eu ir socorrer.
Cada conquista é vibrante, cada mania alimentada por um tempo bom. Quando está dormindo queremos acordá-lo para matar a saudade e, se custa dormir vamos deitar com ele para aproveitar cada segundo. Chegará o dia em que não poderemos mais estar ao seu lado todo o tempo, então queremos curtir cada segundo de sua presença, cada palavra, ato e choro.
Ele é o melhor que já conquistamos, é o nosso tesouro é a nossa FAMILIA. A Deus em Cristo Jesus o nosso obrigado pelo nosso PRINCIPE LINDEZA. Nosso amor – Samuel.
Até a próxima…
Silvia Letícia Carrijo de Azevedo Sá



Que lindo elee*–* Deus o abençõe grandementee!